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João Pedro Fonseca, artista plástico lamecense, na realização de ópera no CCB

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João Pedro Fonseca, artista plástico lamecense atualmente a trabalhar em Lisboa, faz parte da realização da ópera “L’Isola Disabitata” a estrear-se nos dias 25 e 26 de Novembro no CCB (Centro Cultural de Belém). Uma peça sobre conceção e direção de Carlos Pimenta, encenador de Antígono (2011), e direção musical de Massimo Mazzeo com a orquestra Divino Sospiro. João Pedro Fonseca tomará conta do vídeo e juntamente com Carlos Pimenta do espaço cénico.

João Pedro Fonseca, artista plástico lamecense, na realização de ópera no CCB

 

João Pedro Fonseca, artista plástico lamecense, atualmente a trabalhar em Lisboa, faz parte da realização da ópera “L’Isola Disabitata” a estrear-se nos dias 25 e 26 de Novembro no CCB (Centro Cultural de Belém). Uma peça sobre conceção e direção de Carlos Pimenta, encenador de Antígono (2011), e direção musical de Massimo Mazzeo com a orquestra Divino Sospiro. João Pedro Fonseca toma conta do vídeo e juntamente com Carlos Pimenta do espaço cénico. A peça conta também com o desenho de luz de Rui Monteiro e figurinos de José António Tenente.

O libreto de L’Isola disabitata foi escrito pelo maior poeta para música do séc. XVIII Pietro Metastasio e teve a sua primeira apresentação no dia 31 de Maio de 1753 em Aranjuez, na Corte dos reis católicos, com música do compositor austríaco de descendência italiana Giuseppe Bonno (1711-1788). Em Portugal, L’Isola disabitata foi apresentada com música de David Perez em 1767 e teve várias apresentações nos teatros reais portugueses.

Esta breve peça teatral pode ser considerada como uma reformulação do mito de Orfeu e Eurídice. Os motivos principais do conto estão aqui todos reunidos: a viagem, a separação dos jovens esposos, a morte simbólica, o reencontro com a amada, a ressurreição e o triunfo final do bem acima do mal. A dicotomia homem | natureza perpassa, ainda, pela leitura de uma obra que se assume como exemplar na demonstração das contradições e mal-entendidos em que os seus protagonistas se deixam enredar.

Após o sucesso de Antígono (2011) o Divino Sospiro regressa ao mesmo período histórico e à ópera encenada. Se em Antígono “a maravilhosa máquina do barroco” se reconfigurou naquilo que foi apelidado na altura como “barroco digital”, nesta nova produção voltam a aliar-se na cena as tecnologias contemporâneas e o estrito respeito pela tradição barroca e pela música historicamente informada.

João Pedro Fonseca, artista plástico lamecense, na realização de ópera no CCB

Música David Pérez (1711 – 1778)
Libreto Pietro Metastasio (1698 – 1782)
Orquestra DIVINO SOSPIRO
Direção Musical Massimo Mazzeo

Com
Francesca Aspromonte
Eduarda Melo
Joana Seara
Bruno Almeida

Conceção e direção Carlos Pimenta
Figurinos José António Tenente
Vídeo João Pedro Fonseca
Desenho de Luz Rui Monteiro
Espaço cénico Carlos Pimenta e João Pedro Fonseca

Tradução  Adriana Latino

site CCB: https://www.ccb.pt/Default/pt/Programacao/Musica?A=706
site João Pedro Fonseca: http://joaopedrofonseca.com/

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