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Misericórdia de Lamego quer criar um “mix” de vários serviços no antigo Hospital Distrital

A Santa Casa da Misericórdia de Lamego pretende continuar a recolher contributos sobre a “função social” a dar ao antigo Hospital Distrital de Lamego de que é proprietário e que está desativado desde 2013, ano em que entrou em funcionamento o novo equipamento de saúde da cidade. A reflexão sobre este tema foi o mote para a edição das “Conversas à Beira-Douro” que reuniu, na tarde de 18 de junho, muitos lamecenses que desejam um novo aproveitamento para o emblemático edifício que ao longo de 121 anos prestou “relevantes cuidados de saúde”.

Misericórdia de Lamego quer criar um “mix” de vários serviços no antigo Hospital Distrital
A instituição já começou, entretanto, a fazer o “trabalho de casa”. Solicitou a elaboração de um estudo prévio que indica que aquele local poderá acolher uma infraestrutura complementar ao atual Hospital, disponibilizando à população da região um “mix” de várias valências, nomeadamente uma clínica de ambulatório de consultas externas, uma clínica de fisioterapia com convenção com o Serviço Nacional de Saúde, uma unidade de cuidados continuados de curta duração para doentes com acidente vascular cerebral (AVC) e uma unidade de cuidados continuados de longa duração para doentes demenciados. Esta proposta prevê ainda a criação de um centro de formação dirigido a profissionais cuidadores de doentes com AVC e de utentes que sofram de doenças neurodegenerativas. O investimento global previsto para a concretização deste projeto ascende a cerca de 5 milhões de euros e, a avançar, criaria 120 novos postos de trabalho.

No encontro de reflexão que decorreu no Salão Nobre da Misericórdia de Lamego, o Provedor António Marques Luís, deixou no entanto alguns alertas: “As soluções são difíceis de encontrar, são caras e as decisões não podem ser tomadas de ânimo leve. Queremos implementar um projeto que seja útil para as pessoas, mas que tenha retorno financeiro e seja autossustentável”. O responsável recordou que em todo o país algumas misericórdias avançaram com a concretização de investimentos avultados nestas áreas e que agora “estão com a corda na garganta”. Para dificultar ainda mais, sublinhou que o atual Quadro Comunitário de Apoio não prevê o cofinanciamento deste tipo de investimentos.

No âmbito deste processo, a Misericórdia de Lamego pretende que o Ministério da Saúde identifique as áreas em que existe deficiente ou inexistente cobertura regional de prestação de cuidados de saúde para que depois seja possível formalizar acordos que suprimam essas lacunas. “Continuaremos, por isso, a explorar a via negocial com o Estado português”, acrescenta.

Recorde-se que ainda recentemente a Mesa Administrativa desta instituição participou em reuniões separadas com a secretaria de Estado da Saúde, com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) e com o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro com o objetivo de alcançar um “acordo justo” para que o antigo Hospital Distrital volte a servir a população. Marques Luís aguarda que seja estabelecido um acordo, de modo a avançar com a requalificação do edifício e integrá-lo na rede nacional de cuidados continuados, cumprindo o consignado no Decreto-Lei 138/2013.

Fonte: www.facebook.com/Santa-Casa-da-Misericórdia-de-Lamego-988666561192365

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