ZIGURFEST | Conversa Aberta | 02 de outubro | 16:30 | Museu de Lamego
“O Contemporâneo no Antigo – apropriações e reinterpretações das artes contemporâneas do património cultural histórico”
Nesta conversa pretende-se refletir sobre a relação entre as expressões artísticas contemporâneas, tendencialmente globais, com o património antigo, seja material ou imaterial que existe e caracteriza um território.
Lamego, e a região onde se insere, possui um notável património cultural antigo, sendo o edificado mais visível, mas onde também facilmente identificamos um vasto conjunto de tradições que caracterizam e constituem identidade do território. E consensual a importância de preservar, valorizar e promover este património, o que requer trabalho de proximidade e continuidade.
Diversas manifestações contemporâneas têm feito uma utilização do património cultural que transcende as historicamente idealizadas. Desde a realização de eventos da mais vasta natureza em edificado de propósito religioso, a reinterpretação de tradições para fins turísticos (como as vindimas) ou a estandardização de peças do artesanato para propósitos comerciais.
A arte contemporânea tem também integrado esta tendência fazendo uso de património edificado como local de apresentação e património imaterial como matéria-prima para reinterpretação e criação de peças artísticas. Sendo a arte a disciplina da reflexão por excelência, cabe-lhe também o papel de levantar questões sobre o património cultural no qual intervêm, ou do qual se apropriam, à luz de temáticas sociais contemporâneas.
Assim, colocam-se questões relevantes de compatibilização dos objetivos específicos de preservação, valorização e promoção do património cultural, com a necessidade de apropriação e reinterpretação especificas da arte contemporânea.
Nesse sentido, importa refletir sobre a Legitimidade da apropriação dos espaços e até reinterpretação das tradições aos olhos das expressões artísticas contemporâneas e temáticas sociais emergentes por estas abordadas, e de que forma é possível existir uma relação simbiótica entre a valorização do património cultural histórico e as reflexões inerentes à arte contemporânea.
Até à data do evento gostaríamos de recolher também o vosso feedback, caso haja tópicos que entendam pertinentes a serem abordados na conversa para incluirmos no briefing à moderadora e participantes.
Convidados:
– Laura Castro (Historiadora, Diretora da DRCN)
– João Pereira (Actor, mediador artístico do projeto Sangue Novo Veias Antigas)
– 2 oradores a confirmar
Moderadora: Catarina Machado (produtora e locutora do programa “O Grito e o Cochicho” da Rádio Estação Diária) (a confirmar)
Sobre os convidados:
LAURA CASTRO | Historiadora, Diretora da DRCN
Diretora Regional de Cultura do Norte.
Entre o início da década de 90 e 2006, trabalhou no sector cultural. Professora na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, de que foi diretora entre 2013 e 2017, e investigadora do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes da mesma Escola.
Membro da APHA (Associação Portuguesa de Historiadores de Arte) e da AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte).
Doutorada em Arte e Design pela Universidade do Porto – Faculdade de Belas Artes (2010) e mestre em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (1993).
JOÃO PEREIRA | Actor, mediador artístico do projeto Sangue Novo Veias Antigas
Actor – Arden School of Theatre – The Nothern School of Dramatic Arts 1995.
Professor de Teatro, contexto terapêutico na área da psiquiatria, desde 1996.
Formador em Teatro Terapêutico.
Coordenação e direção de diversos projetos artísticos.
Fundador TeatroSolo.
Embaixador para as Artes e Espetáculos Vale do Varosa/Museu de Lamego.
Mediador artístico do projeto “Sangue Novo Veias Antigas”.
CATARINA MACHADO | Produtora e locutora do programa “O Grito e o Cochicho” da Rádio Estação Diária [a confirmar]
Desde cedo mostrou interesse e contactou com a realidade da rádio.
Frequentou a Ação de Formação de Programação na Rádio Universidade de Coimbra, em 1994 e 95, exercendo funções nesta rádio como locutora/realizadora de programas até 2001, como Letria d’Avó ou Motor de Arranque.
Entre 2001 e 2012 foi colaboradora da Rádio Estação Diária, salientando-se a autoria e realização do programa Estação Nacional. Nesta rádio é autora e realiza, desde 2017, o programa O Grito e o Cochicho de divulgação de projetos culturais e artísticos, tendo participado com edições especiais nos Festivais Rádio Faneca, de Ílhavo e Que Jazz é este?, de Viseu. Co-fundadora, em 2015, do projeto Rádio Rossio, tem aí realizado vários programas.
Tem desenvolvido trabalho com a comunidade em oficinas e workshops de rádio, participando na Escola do Rock de Paredes de Coura ou no Que Jazz é este?. Foi membro fundador da Associação Cultural Rock’n’Cave, da qual faz parte da direção.
É professora, desde 2000, no âmbito da sua formação universitária em Química, tendo coordenado projetos de rádio escola, como acontece atualmente.
Fonte: www.museudelamego.gov.pt