Vídeo – Tertúlia Literária no Clube de Lamego

A Tertúlia Artes e Letras de Lamego realizou, no Clube de Lamego, mais um encontro, desta vez subordinado ao tema: “ Gastronomia uma forma de Arte”. A primeira intervenção da noite foi protagonizada por José Pessoa, do qual se ouviram referências à necessidade de defesa da dieta mediterrânica, tão presente no quotidiano alimentar dos portugueses e que importa, manter e preservar. A tertúlia convidou para este encontro sobre gastronomia o conceituado crítico gastronómico italiano, há muito radicado em Portugal e figura bem conhecida na cidade de Lamego. Gil Gilardino fez uma curiosa incursão histórica, aos tempos de Leonardo Da Vinci, dando a conhecer a contribuição do génio latino à arte da alimentação. Gil Gilardino terminou a sua dissertação com um apelo à união das Confrarias portuguesas no sentido da melhor promoção e defesa da nossa cultura gastronómica a nível internacional. Quando foi dada voz aos poetas tertulianos para se expressarem, essa tarefa ficou a cargo de Manuel Vaz e André Freire, os quais, cada um, no seu modo poético, aludiram às experiências próprias relativamente à “sua “ cultura gastronómica. Manuel Vaz numa perspectiva de ruralidade e quase religiosidade muito marcantes no poema que leu sobre o ciclo de vida da semente do cereal até chegar ao pão que se põe na mesa. Já André Freire, trouxe-nos vivências do seu Brasil baiano ao referir-se com muito a propósito às “paisagens saborosas” um tema que foi nome de livro. Neste evento marcaram presença algumas confrarias da região, nomeadamente a Confraria do Espumante, Confraria Gastronómica de Lamego, Confraria dos Vinhos do Douro e Confraria do Covilhete, de Vila Real. Ao ser dada oportunidade aos membros das confrarias presentes para usarem da palavra, a tónica dominante foi a apresentação das suas associações através duma resenha história do seu “produto” gastronómico e premente necessidade da sua defesa e divulgação. Os confrades explicaram também o significado dos trajes e símbolos adoptados por cada confraria, no sentido de se perceber melhor o seu enquadramento enquanto elemento próprio e identificativo no conjunto da indumentária. A encerrar este acto de divulgação cultural e convívio tertúliano, ouviu-se a voz de João Avelino e a viola Gervásio Pina, que, numa interpretação ao jeito de fado falado, quiseram homenagear de forma singela mas muito sentida, as Tabernas da Rua da Seara, zona antiga e carismática da cidade de Lamego, realçando toda uma circunstância vivencial fortemente afectiva e sentimental, muito ligada às pessoas que viveram e ainda vivem nessa rua. Fonte: Douro TV
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