Novo equipamento para o hospital de Lamego não afasta receio de unidade ficar vazia de valências

O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, deixou bem claro que não aceitará encerramentos de serviços no Hospital local e que o “caldo ficará entornado” se tal vier a acontecer. Mesmo perante as declarações do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, que em Lamego disse que não haverá deslocalização de serviços e que a cirurgia de ambulatório continuará a ser a imagem de marca do Hospital de Lamego, o autarca avisou que vai “acompanhar a par e passo a evolução do hospital”. O edil relembra que “continuaremos preocupados com uma possível perda de valências, serviços e falta de equipamentos que a nossa unidade hospitalar sofre”, ainda que o representante do governo, na sua “primeira deslocação a Lamego, tenha prometido a instalação de uma TAC (tomografia axial computarizada)”. Recorde-se que a visita de Manuel Delgado aconteceu na sequência de inúmeras reclamações das populações pelo atendimento moroso e falta de valências médicas, num hospital que foi inaugurado em 2012. O edil assegura que “o caldo estará entornado caso o nosso hospital venha a encerrar serviços”. Francisco Lopes assume que ao longo dos anos tem acompanhado “com preocupação a definição de balizas de trabalho e de serviços a manter e a colocar em Lamego” e garante que “tudo irei fazer ao nosso alcance para que o hospital não seja apenas um edifício vazio de valências”. Para dar “um voto de confiança” às populações e ao novo conselho de administração que tomou posse no Centro Hospitalar Trás-os-Montes e Alto Douro (a qual pertence a unidade de Lamego), Manuel Delgado reconheceu estar a “seguir semanalmente a evolução deste hospital”. Sublinhou que esta primeira visita serviu para se inteirar das necessidades e do modo de funcionamento do hospital. “Compreendemos a frustração das populações, mas tudo faremos ao nosso alcance para melhorar o acesso aos cuidados de saúde”, disse Manuel Delgado que nega uma possível desmobilização do serviço de cirurgia e de medicina interna do serviço de urgência. “Não faria qualquer sentido acabar com a cirurgia de ambulatório quando é precisamente a imagem de marca deste hospital, seria matá-lo”. Na sua passagem pelo Hospital de Lamego o Secretário de Estado da Saúde garantiu ainda o reforço dos cuidados na área de reabilitação, bem como a criação de uma consulta de oncologia devidamente articulada com o Centro Oncológico de Vila Real. Fonte: www.jornaldocentro.pt