Património

Castelo de Lamego e Cisterna

Castelo de Lamego e Cisterna

Castelo de Lamego

Sobre a antiguidade do Castelo de Lamego, quase todos os autores consultados referem que o castelo “é obra de mouros” e anterior à fundação da nacionalidade. Do primitivo, apenas subsistem a torre de menagem (séc. XII), parte da velha muralha e a cisterna (séc. XIII).

A torre de menagem, com cerca de vinte metros de altura, é de planta quadrangular e tem nas suas faces frestas de iluminação, algumas alteradas no século XVI para serem transformadas em janelas, por ordem do último conde de Marialva, D. Francisco Coutinho, talvez com o intuito de dar à torre uma função habitacional. Possui praça de armas em forma de hexágono irregular, cuja muralha, com cerca de noventa metros de perímetro, é dotada de adarve, acessível pelo lado norte por um lanço de escadas.

Entre 1939 e 1940, quando se celebravam os centenários da Fundação e Restauração da nacionalidade, o castelo foi alvo de restauros, vindo as sineiras e os sinos que existiam no alto da torre a ser retiradas para lhe acrescentarem as ameias. O acesso ao velho burgo do Castelo faz-se através de dois pórticos abertos na muralha. Quem entra pelo lado norte passa pelo arco chamado “Porta dos Figos ou dos Fogos”, também já chamada “Porta da Vila ou do Aguião”, enquanto que a porta no lado oposto se denomina “Porta do Sol”. Junto a esta última encontramos uma interessante casa brasonada que pertenceu à Ordem de Cister e mais tarde veio a ser casa da roda.

Castelo de Lamego

No lado norte ainda existe a Casa da Torre, que está a servir de sede do Corpo Nacional de Escutas. Neste edifício funcionou a Câmara Municipal até 1834, altura em que se mudou para a Casa da Relação (atual Paço do Bispo).A meio da Rua do Castelo podemos ver a capela da Senhora do Socorro, em cuja parede exterior se encontra um interessante painel de azulejos com a inscrição “N. S. do Coro 1671”. Perto desta existia outra capela de invocação a S. Salvador, onde teria sido a primitiva Sé. Mais fotos do Castelo de Lamego Aqui
A Cisterna de Lamego, situada extramuros da praça de armas, é de silharia retangular e abobadada, com ogiva nervada sustentada por largas cintas apoiadas em pilares. Com cerca de vinte metros de comprimento e dez de largura, é considerada “um dos melhores exemplares das cisternas dos castelos portugueses” (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais cit. Laranjo, 1994, p.52).

Cisterna de Lamego Já em novembro de 2013, a Cisterna de Lamego reabriu e voltou a conhecer a luz do dia, após ter sofrido importantes obras de requalificação. Imagens, sons, letras, vivências, tradições, passaram a estar disponíveis ao público, num espaço que se assume agora como um Centro de Memória. Ao entrar na Cisterna, o visitante mergulha no passado, onde múltiplas memórias são projetadas ininterruptamente nas pedras que, outrora, foram apenas espetadoras. Uma sonoplastia associa-se ao espaço, recordando 800 anos de sons quotidianos: o sino, o galo, o pedreiro, o pregão, a procissão, o choro e o riso. O Castelo de Lamego é classificado como Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de Junho de 1910.

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Classificação: MN – Monumento Nacional. Localização: erigido na parte mais alta da cidade, a 543 metros de altitude  

Igrejas e Conventos

Sé Catedral de Lamego

Sé de Lamego TorreFrontaria É uma construção românica, até à altura dos sinos (séc. XII-XIII), possuindo frestas interessantes do mesmo período, com especial destaque para a notável fresta que se abre do lado nascente (ver Tesouros Artísticos). A parte cimeira é já obra do séc. XVI, da iniciativa do bispo D. Manuel de Noronha que ali deixou gravada a sua pedra de armas. A Torre serviu de cadeia por muito tempo, até que o Bispo D. Frei Feliciano de Nossa Senhora  resolveu retirar o cárcere, “tenebroso, que mais parecia sepultura de mortos” (Azevedo, 1877).

Na fachada, podem admirar-se três notáveis pórticos de arquivoltas múltiplas, magnificamente lavrados no granito, obra dos finais do gótico flamejante, notando-se nos dois laterais já influência do período renascentista (ver Tesouros Artísticos). As portas robustas e almofadadas são valiosos exemplares da marcenaria portuguesa.

Interior O corpo principal está dividido em três naves, correspondendo cada uma à sua porta de entrada, avultando nas abóbadas as coloridas pinturas de Nicolau Nasoni, executadas entre 1737 e 1738, representando passagens do antigo Testamento (ver Tesouros Artísticos). A capela-mor é ampla e grandiosa onde se pode ver, sobre o altar-mor, uma boa tela representando Nossa Senhora da Assunção. A Capela do SS. mo Sacramento possui três magníficos altares de talha dourada da autoria de João Correia Lopes, construídos por volta de 1753. Cada um destes altares possui uma pintura em tela (séc. XVIII). Ainda nesta capela, merece especial atenção o riquíssimo frontal em prata cinzelada de fabrico portuense do séc. XVIII. A meio da nave norte conserva-se um púlpito de bela execução artística, obra de João Correia Monteiro (1762). Sé de Lamego Coro – Alto Podemos ali admirar uma magnífica escultura em madeira estofada do Senhor Jesus Crucificado (séc. XVIII) e ainda, nesta sala, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição – escultura portuguesa em madeira estofada do século XVII. Encostada à grade do coro, sob um baldaquino de vistosa talha dourada, sustentado por quatro colunas, está o Cristo Crucificado, em madeira estofada (sé. XVIII). Na sala ao lado, sobreposta à nave da Epístola, existe uma bonita imagem de Nossa Senhora da Vitória, trabalho nacional em madeira estofada (séc. XVI).

Claustro Concluído em 1557, apresenta quatro grupos de arcos do período de transição do gótico para o renascimento. Neste espaço, junto à arcaria do lado nascente, existem duas capelas mandadas construir pelo bispo D. Manuel de Noronha, no século XVI, uma de invocação a S. Nicolau e outra a Santo António. Estas capelas apresentam altares de boa talha sendo as paredes laterais da capela de S. Nicolau revestidas de magníficos painéis cerâmicos (séc. XVIII) referentes a S. Nicolau. Ambas possuem admiráveis portões em ferro forjado, da melhor serralharia portuguesa.   Classificação: MN – Monumento Nacional Localização: centro histórico de Lamego

Sé de Lamego

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Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

Santuário de Nossa Senhora dos RemédiosSantuário de Nossa Senhora dos Remédios No local onde foi erigida a capela – mor de Nossa Senhora dos Remédios existia uma pequena ermida, mandada construir pelo bispo D. Durando, em 1361, dedicada a Santo Estêvão. Em 1568, o bispo de Lamego D. Manuel de Noronha autorizou a demolição da velha ermida e, no local onde atualmente se situa o Pátio dos Reis, mandou erguer outra sob invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Esta capela acabou por ser também demolida para se erguer o atual Santuário, cuja primeira pedra foi assente em 1750, por iniciativa do cónego José Pinto Teixeira. O edifício do Santuário é uma construção em estilo barroco toda trabalhada em granito, deslumbrando pela elegância do estilo, imposta pela criatividade do autor do projeto que se acredita ter sido Nicolau Nasoni. A talha é setecentista. O retábulo da capela-mor atrai pelo seu emolduramento, constituindo um quadro original dentro dos entalhamentos portugueses, no centro do qual se encontra a Imagem de Nossa Senhora dos Remédios. De salientar, igualmente, os altares laterais de S. Joaquim e de Santa Ana. Ainda, no interior do templo, podem admirar-se belos painéis de azulejos, bem como interessantes vitrais que enriquecem as paredes do corpo principal e da capela-mor.  O frontispício do Santuário é a parte mais admirável de todo o edifício, fascinando todos os que se quedam a admirar o fulgor e génio criativo ali patente. Todos os adornos, tão elegantemente refinados no granito, são admiráveis.  No adro da igreja, do lado sul, existe uma harmoniosa fonte toda esculpida em granito da região, com desenho de Nicolau Nasoni, datada de 1738. (ver Fontanários). Levantada sobre o patim, onde terminam os últimos degraus da escadaria, já no adro, em frente do templo, pode ver-se a cruz monolítica, de finíssimos ornamentos. O autor do livro “História do Culto de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego”, do Cónego José Marrana – obra incontornável e de indispensável consulta para quem melhor quer conhecer o Santuário, Escadório e Parque dos Remédios – considera esta peça “a coroa maravilhosa de toda a obra da escadaria, que se impõe e domina pela delicadeza das suas linhas e da sua traça escultural”.  As duas torres – com projeto do arquiteto Augusto de Matos Cid – iniciaram-se muito mais tarde. A do lado sul começou a ser construída em 1880, vindo a torre do lado norte a concluir-se apenas em 1905.  A escadaria iniciou-se em 1777 mas as obras só vieram a terminar no século XX.  O quadro mais grandioso da escadaria é sem dúvida o denominado “Pátio dos Reis” – obra arquitetónica admirável, formada pela Fonte dos Gigantes, no centro da qual se eleva um esplêndido obelisco, com cerca de 15 metros de altura. Este pátio é rodeado de várias estátuas que representam os 18 últimos nomes da casa de David. Também notáveis são os dois pórticos que dão acesso lateral para este amplo terreiro. (ver Tesouros Artísticos). Santuário de Nossa Senhora dos Remédios De mencionar, também, o pátio de Nossa Senhora de Lurdes ou de Jesus Maria José, onde existe uma capela que o seu fundador dedicou à Sagrada Família. Mais tarde, a Irmandade mandou colocar ali a imagem de Nossa Senhora de Lurdes. Sobre a porta da bonita capela está o brasão do bispo D. Manuel de Vasconcelos Pereira, seu edificador. Em frente desta capela encontra-se a fonte da Sereia, cujo nome advém do facto de ter a adorná-la uma escultura de um tritão montado num golfinho – figura que para o comum dos visitantes se assemelha a uma sereia. De referir ainda, na escadaria, a monumental Fonte do Pelicano em granito lavrado. Particularmente interessante nesta fonte é a escultura do pelicano (ver Fontanários). A arborização do parque, a gruta, bem como o lago e ponte, foram encomendadas pela Irmandade à Companhia Hortícola do Porto em 1898. A gruta do fundo foi construída em 1910 por um artista de Arneirós. O parque, cortado por várias veredas e com vários recantos com mesas para merendas, possui variadíssimas espécies de árvores, tais como: teixos, ciprestes, olaias, acácias, tílias, choupos, faias, carvalhos, eucaliptos, ulmeiros, medronheiros, castanheiros e tantas outras.  Santuário de Nossa Senhora dos Remédios Mais fotos do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios Aqui   Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público

Igreja de Santa Maria Almacave

Construído próximo de uma necrópole árabe (macab – derivando daí o nome de Almacave), este templo religioso é uma construção românica (séc.XII), tendo sido profundamente alterado, especialmente no séc. XVII, como são testemunho os painéis de azulejos com motivos geométricos e vegetalistas, o púlpito e a talha dourada. Igreja de Santa Maria Almacave Do primitivo românico é de salientar o pórtico de arco apontado e quatro arquivoltas, debruada a mais extensa por uma faixa axadrezada.  No séc. XVIII, os altares foram enriquecidos com azulejos e talhas douradas. De realçar ainda, no seu interior – de nave única – sem transepto e com capela-mor, os azulejos das paredes e do coro; o púlpito construído em 1600 e as esculturas de S. José e de Santo António, em madeira estofada do século XVIII. Reza a história que terá sido na Igreja de Santa Maria de Almacave que se realizaram as primeiras cortes do Reino de Portugal, corria o ano de 1143. Ainda hoje, a evocação desta assembleia, na qual terá sido aclamado e investido o primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques, é um dos símbolos do passado histórico de Lamego. Igreja de Santa Maria Almacave Classificação: MN – Monumento Nacional Localização: confronta com a Rua de Almacave, Rua das Cortes, junto ao Paço do episcopal

Capela de S. Pedro de Balsemão

A capela de S. Pedro de Balsemão é o mais antigo de todos os monumentos de Lamego e, de acordo com alguns historiadores, o segundo da Península Ibérica. A sua origem suévico-visigótica remonta ao séc. VII, ao tempo de Sisebuto (rei visigótico que chegou a cunhar moeda em Lamego).  Capela de S. Pedro de Balsemão No séc. XVII, a capela foi reedificada, sendo desta época a excelente talha que a reveste interiormente.  De raro valor histórico e arqueológico, o templo, com três naves, possui duas peças do séc. XIV dignas de menção: uma escultura da Senhora do Ó esculpida em pedra de ançã (ver Tesouros Artísticos) e o túmulo do Bispo do Porto D. Afonso Pires, esculpido em granito.  No seu interior sobressaem, ainda, duas fiadas de três arcos de cada lado assentes em colunas cilíndricas.  A Capela de S. Pedro de Balsemão conserva grande parte da sua traça original e a grandiosidade do seu interior preserva o ambiente misterioso de épocas distantes.  Integra as “Rotas Medievais do Vale do Douro”, em conjunto com outros exemplares do valioso património religioso construído no concelho de Lamego, e está classificada como Monumento Nacional.  Capela de S. Pedro de Balsemão Classificação: MN – Monumento Nacional. Localização: a 3 km de Lamego, junto ao Rio Balsemão.

Igreja e Convento de Santa Cruz

O convento foi fundado pelo lamecense, Doutor Lourenço Mourão Homem, tendo sido lançada a primeira pedra em 1596.  Os frades loios ou Cónegos seculares de S. João Evangelista ocuparam-no em 1632, vindo a ser o mais importante convento de Lamego durante o século XVIII. Igreja e Convento de Santa Cruz De essencial, possui a igreja belos altares de talha dourada; ricos painéis cerâmicos do século XVIII, com destaque para os que revestem as paredes do transepto, representando episódios da vida de São Bento de Núrcia (lado do Evangelho) atribuídos a Policarpo Bernardes. Os que se encontram no lado oposto referem-se à vida de Santo António, de fábrica lisboeta e autor desconhecido; um retábulo seiscentista da capela–mor; duas arcas tumulares em granito, sobrepostas de estátuas jacentes, que se encontram nos topos do transepto, pertencendo a do lado sul a D. João de Brito Vasconcelos, bispo de Angra, e a do lado norte a D. Manuel Pinto da Fonseca, bailio de Acre. Igreja e Convento de Santa Cruz   Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público Localização: junto ao quartel e não longe do cemitério de Santa Cruz

Igreja do Mosteiro das Chagas

Igreja do Mosteiro das Chagas O Mosteiro das Chagas, destinado a freiras clarissas, foi fundado em 1588 pelo bispo de Lamego, D. António Teles de Menezes, cuja pedra tumular se pode ver na capela-mor.  Algumas capelas, de talha ricamente policromada, foram transladadas para o Museu de Lamego, onde podem ser admiradas.  Do que resta do antigo Convento das Chagas, ficou-nos a atual Igreja em cuja frontaria se destaca o pórtico de estilo renascentista, ladeado por duas belas colunas coríntias. Na parte superior do arco destaca-se o brasão do bispo fundador. Igreja do Mosteiro das Chagas No seu interior, de apreciar a pintura da abóbada central; belos azulejos do século XVII; talha dos altares digna de interesse; admirável retábulo de S. João Baptista, do barroco português; notável retábulo dourado do século XVII, existente na capela de S. João Evangelista. (ver Tesouros Artísticos) Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público  Localização: Perto do Liceu e do Jardim da República.

Igreja do Convento de Santo António de Ferreirim

 

O Mosteiro de Santo António de Ferreirim foi erigido nos finais da Idade Média por iniciativa dos últimos condes de Marialva, cujo túmulo se encontra no interior da igreja. O seu aspeto atual deve-se a uma intervenção levada a cabo na primeira metade do século XVI.

Igreja do Convento de Santo António de Ferreirim O convento foi entregue à Ordem Franciscana em 1525 e, dois anos depois, entravam os primeiros monges.  A igreja foi iniciada em 1532 com registo estilístico manuelino-renascentista com alterações levadas a cabo no século XVIII.  A dar proteção ao primitivo portal, a galilé é obra setecentista.

A igreja, de uma só nave, conserva no seu interior parte do conjunto retabular do início do século XVI, obra encomendada pelo cardeal-infante D. Afonso, filho de D. Manuel e executada por Cristóvão de Figueiredo, Gregório Lopes e Garcia Fernandes, conhecidos por “Mestres de Ferreirim”. Hoje completamente restaurada e integrada na parte conventual, conserva-se uma torre militar medieval, símbolo do primitivo povoamento da localidade após a definição de Portugal como reino independente.Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público  Localização: a 8 quilómetros do centro da cidade de Lamego seguindo pela E.N. 226 (ao Km 144,8, em direção a Ferreirim).

 

Igreja da Graça

A atual Igreja é o que resta do antigo convento dos Gracianos, mandado erguer em 1647 por Francisco de Almeida Cabral, desembargador do Paço.  Igreja da Graça O velho convento viria a ser demolido nos finais século XIX, por força de um decreto de 21.02.1844, para dar lugar ao atual edifício da Câmara Municipal.  À porta da igreja ainda existia, no primeiro quartel do séc.XX, um belo pórtico renascentista que desapareceu aquando das obras de alinhamento da Rua Marquês de Pombal (antiga Rua do Carvalho).  No seu interior, realce para a capela de Nossa Senhora das Dores e para o altar-mor que apresenta uma interessante talha pintada a branco.  No topo do arco da capela–mor encontra-se o brasão do fundador do antigo convento dos Gracianos. Localização: Rua Marquês de Pombal (junto ao edifício da Câmara)

Igreja do Desterro

Fundada em 1640 pelo bailio de Leça, D. Frei Luís Alvares de Távora, no lugar onde existia uma ermida e se venerava Nossa Senhora do Desterro. Igreja do Desterro Na fachada sobressai o emolduramento da porta de entrada, constituído por duas colunas coríntias. Por cima encontra-se o brasão do fundador. No seu interior, pode-se admirar a verdadeira jóia desta Igreja: a riquíssima e surpreendente talha dourada do séc. XVIII, obra de entalhadores lamecenses e o Sacrário do altar–mor, magnificamente esculpido em madeira. (ver Tesouros Artísticos)  Pertencem à Igreja cinco telas nacionais de influência italiana que neste momento se encontram no museu.    Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público Localização: Rua Cardoso Avelino.

Igreja de S. Francisco

A Igreja existente é o que resta do convento que foi erigido em 1599. Sofreu alterações no séc. XVII e mais tarde um hospital militar viria a ocupar parte do templo.  Depois de um incêndio na rua de Almacave, a entrada sofreu, em 1916, importantes alterações.  Dentro da Igreja realce para uma imagem de Nossa Senhora (séc. XVI), esculpida em madeira, merecendo especial destaque o quadro do altar-mor, magnífica pintura do séc. XVII, alusivo à morte de S. Francisco.  Na sacristia é digno de admirar o vistoso paramenteiro com os quadros alusivos à vida de S. Francisco, bem como a pintura do teto.  Igreja de S. Francisco Na capela da Senhora das Dores podemos admirar um belo portão de ferro datado de 1803, bem como painéis de azulejos alusivos à paixão de Cristo. Capela de Nossa Senhora dos Meninos do Bairro da Ponte  A Capela foi mandada construir pelo bispo de Lamego D. Manuel de Noronha entre 1551 e 1569.  Foi este bispo que trouxe da Sé para esta ermida a imagem da Senhora dos Meninos que outrora era venerada com o título de Senhora do Amparo e também como Senhora da Cadeirinha.  A imagem de Nossa Senhora dos Meninos constitui um belo trabalho do séc. XVI e apresenta a Virgem sentada numa cadeira com o Menino no regaço.  De essencial, para além da imagem da Virgem, a capela possui no seu interior azulejos do séc. XVII-XVIII, que chamam a atenção pela sua policromia; numerosos painéis a decorarem os tetos, com especial menção para as vinte e cinco pinturas do teto da Capela-Mor, com motivos alusivos à vida de Nossa Senhora; um valioso gradeamento e o púlpito, fabricados em pau-preto ou madeira jacarandé.  À semelhança do que se verifica em todas as obras mandadas edificar por D. Manuel de Noronha, também na fachada desta capela se pode observar o seu brasão, identificado por uma torre com dois lobos rompantes. Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público  Localização: Bairro da Ponte, na margem esquerda do Rio Balsemão

Capela do Espírito Santo

Reedificada pelo bispo D. Manuel de Noronha no séc. XVI.  Capela do Espírito Santo O brasão deste bispo encontra-se no cunhal exterior da capela, do lado nascente. De pequenas dimensões, possui no seu interior uma notável escultura do Espírito Santo do séc. XVIII de autor desconhecido, a qual desperta interesse pela sua singularidade. (ver Tesouros Artísticos). Para além do altar-mor, onde se encontra a escultura do Espírito Santo, existem mais dois altares, merecendo especial destaque o belo altar barroco no lado do evangelho. De realçar, igualmente, o púlpito em talha dourada e a azulejaria do séc. XVII que reveste as paredes. Localização: Na baixa da cidade, ao lado da fonte com o mesmo nome.

Capela de Nossa Senhora da Esperança

Fundada em 1586 pelo padre Francisco Gonçalves.  De exterior alpendrado, a capela  possui magnífica talha barroca executada por artistas lamecenses entre o final do séc. XVII e princípio do séc. XVIII.  No altar-mor existe uma arcaica e invulgar imagem de Nossa Senhora da Esperança, valiosa escultura policromada em pedra de Ançâ, esculpida entre os séculos XV e XVI. (ver Tesouros Artísticos) Possui, igualmente, uma escultura preciosa em madeira estofada do Senhor da Cana Verde ou “Ecce Homo” (séc. XVII).  As paredes são revestidas de belíssimos azulejos do séc. XVII. Capela de Nossa Senhora da Esperança   Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público. Localização: no extremo norte da cidade, (Rua do Cerdeiral).

 

Estátuas e Bustos

Busto do Poeta Fausto Guedes Teixeira

Este busto, inaugurado em 1944, homenageia o poeta lamecense Fausto Guedes Teixeira. É uma obra arquitetada por Rui Couto e António Couto e esculpida pelo artista Costa Mota Sobrinho. Fausto Guedes Teixeira, filho do Visconde Guedes Teixeira, nasceu em Lamego em 1871. Depois de concluir os estudos no Liceu de Lamego, matriculou-se na Universidade de Coimbra onde se formou em direito.  Busto do Poeta Fausto Guedes Teixeira Adivinhava-se já o lírico admirável quando publicou “Náufragos”, com apenas 18 anos. Em 1893, publicou “Mocidade Perdida”, seguindo-se em 1894 “ O Livro do Amor” que viria a consagrar definitivamente o poeta. A sua passagem por Coimbra ficou marcada pelos seus deliciosos improvisos que encantaram uma geração romântica. Em 1899, publicou “Esperança Nossa” e “Carta de um Poeta”.  Teve uma passagem pelo Brasil, onde esperava exercer a sua atividade, mas regressou doente e saudoso da sua terra natal. Em 1906, publicou “ Almas Tristes” e em 1908 “O meu Livro”, onde se encontram os seus melhores versos.  Quem visita o Penedo da Saudade, em Coimbra, pode ali ver uma lápide evocando o poeta, com um dos seus versos.  Faleceu em 13 de julho de 1944. Localização: Jardim da República, junto do edifício da Câmara Municipal.

Estátua “O Lamego”

Esta é sem dúvida uma das estátuas mais conhecidas da cidade de Lamego.  Colocada no alto do fontanário do mesmo nome, representa um guerreiro em postura altaneira, com elmo, segurando na sua mão direita uma alabarda e com a mão esquerda um escudo que ostenta as armas de Lamego. Na sua base tem a inscrição Lamego. É sem dúvida um trabalho de boa execução lavrado no duro granito da região e que despertou sempre curiosidade.  Faz parte integrante do monumental fontanário, pelo que a sua história lhe anda associada (ver fontanários).  Estátua "O Lamego"   Localização: junto ao Jardim da República, a encimar o Fontanário do Lamego.

Estátua do Soldado Desconhecido

Erigido em memória aos mortos da Grande Guerra, foi inaugurado em 1932. Posteriormente, foram colocadas duas lápides: uma em 1954, em homenagem aos mortos de Dadrá e outra, colocada pelos combatentes da Grande Guerra em homenagem aos mortos daquele conflito. Outra lápide, em mármore branco, refere as altas condecorações que o R.I. 9 de Lamego recebeu, pela bravura demonstrada em França durante a I Grande Guerra (1914/18), especialmente na batalha de Neuve Chapelle. As enormes proporções da estátua e a sua centralidade têm, desde a sua construção, gerado alguma controvérsia. Contudo, de um modo geral, o monumento infunde aos lamecenses um respeito especial e desperta nos visitantes alguma curiosidade. Estátua do Soldado Desconhecido   Localização: na baixa da cidade, entre as Av. Dr. Alfredo Sousa e Av. Visconde Guedes Teixeira.

Estátua de D. Miguel de Portugal (Bispo de Lamego)

Em homenagem ao bispo embaixador, D. Miguel de Portugal, foi este monumento inaugurado em 1951.  A estátua é uma obra do escultor madeirense Francisco Franco.  D. Miguel de Portugal nasceu em Évora, filho de D. Luís de Portugal, conde do Vimioso e de D. Joana de Mendonça, condessa de Basto. Foi bispo de Lamego de 1635 a 1644, ano em que faleceu.  Estátua de D. Miguel de Portugal (Bispo de Lamego) Um ano após a Restauração da Independência, em 1641, foi enviado a Roma por D. João IV com o objetivo de afirmar junto do Papa Urbano VIII, as razões que assistiam ao rei para ocupar o trono de Portugal.  Embora nunca viesse a ser recebido pelo Papa, enfrentou, com grande coragem, as intrigas da diplomacia espanhola e resistiu heroicamente a uma cilada levada a cabo por elementos a soldo do rei de Castela que o queriam assassinar. Localização: em frente ao edifício do Museu.

 

Estátua ao Bombeiro Voluntário

Inaugurada em 22 de julho de 2002, conforme se pode ler na lápide que ali foi colocada, esta estátua é uma homenagem da população de Lamego à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lamego, por altura dos 125 anos daquela Associação.  Com uma volumetria arrojada e nada ortodoxa, a escultura representa o gesto heroico de um soldado da paz, saindo por uma janela com uma criança nos braços, salvando-lhe a vida. Estátua ao Bombeiro Voluntário Localização: Avenida 5 de Outubro.

Estátua “Trabalhador Rural”

Escultura de Henrique Moreira, numa homenagem ao trabalhador rural.  Na sua base contem a legenda “de sol a sol”, a lembrar o esforço do homem para dominar a terra que lhe dá o sustento.    Localização: Praceta Dr. Veiga de Macedo, ao fundo da Av. 5 de Outubro.

Estátuas do “Cochicho”

Situadas na sala de visitas de Lamego, no canteiro central do Jardim Visconde Guedes Teixeira, as esculturas foram oferecidas à cidade por um dos seus mais ilustres filhos, Dr. João de Almeida, à semelhança das que estão colocadas nos lagos da Avenida Dr. Alfredo de Sousa.  Estas duas estátuas, criadas pela Escola de Belas Artes do Porto, representam duas figuras femininas segurando dois cântaros, dos quais vertem fios de água que se precipitam no grande lago onde estão inseridas. A dama da direita parece segredar algo à sua companheira, daí surgindo a designação popular de “estátuas do cochicho”. Estátuas do “Cochicho”   Localização: Jardim Visconde Guedes Teixeira.

Busto do Comendador Osório da Mota

Em homenagem ao seu dedicadíssimo Provedor, Comendador António Osório da Mota, a Santa Casa de Misericórdia de Lamego mandou erguer, em 1941, este busto. O Comendador Osório da Mota nunca se cansou de fazer o bem, ficando este monumento a perpetuar a memória de um grande benemérito. Busto do Comendador Osório da Mota No edifício sede da Santa Casa de Misericórdia de Lamego, ao fundo da escadaria, existe outro busto igual.   Localização: em frente ao Hospital.

Busto do Dr. João de Almeida

“Este busto evocativo da memória do Dr. João D, Almeida – notável Cirurgião, Fundador e Mestre dos Serviços de Cirurgia do Hospital de Lamego, foi inaugurado no Jardim do Hospital, em 16 de maio de 1965, pela Santa Casa de Misericórdia de Lamego.  Busto do Dr. João de Almeida Em singela homenagem da cidade a tão Ilustre e Benemérito Lamecense, procedeu-se à transferência do busto para o Largo onde nasceu, realizada pela Autarquia, sendo Presidente da Câmara Municipal de Lamego, o Eng. Francisco Lopes.”  Lamego 03 de setembro de 2008  Dr. João D’Almeida 1893 – 1991  (texto transcrito da placa colocada no monumento) Localização: Largo Dr. João de Almeida (junto aos Palacetes dos Serpas e dos Vilhenas).

 

Casas Brasonadas

Casa das Brolhas

Erigido em 1771 é um dos mais grandiosos edifícios solarengos de Lamego. A sua frontaria chama atenção pelos ornamentos decorativos invulgares, lavrados no granito, onde sobressai o imponente portão e o magnífico brasão da família. O escudo está dividido em cinco partições, realçando-se os sinais heráldicos dos Osórios, Menezes (marqueses de Marialva) esquartelado, Castros à sinistra com treze arruelas. É este edifício considerado imóvel de interesse público por despacho de 1975, sendo, a sua imponência, uma demonstração da prosperidade que a aristocracia detinha na região de Lamego no século XVIII.    À Casa das Brolhas pertenciam vários notáveis que estavam ligados à mais antiga nobreza de Portugal, como Macário de Castro da Fonseca e Sousa, par do reino, brilhante parlamentar nos primeiros tempos do regime constitucional, grande benemérito de Lamego, como o foi seu neto, Macário de Castro da Fonseca e Sousa Pereira Coutinho, também par do reino. Outros antepassados seus se assinalaram, como Manuel Pinto da Fonseca que veio a ser Grão-mestre da Ordem de Malta. Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público Casa das Brolhas Localização: Rua Macário de Castro

 

Edifício do antigo Seminário

Teve a sua origem no Colégio de S. Nicolau, fundado pelo bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha, cujo desejo seria ali fazer um futuro seminário. O colégio, porém, deixou de atender às necessidades da diocese e entrou em decadência. Naquele mesmo local, o bispo D. João Binet Píncio fundou o seminário que ficou concluído em 1800, ali funcionou até ao advento da República, altura em que foi ocupado pelo ”Distrito de Recrutamento e Reserva de Infantaria nº 9”.  O edifício sofreu obras de vulto já no século XX, ficando beneficiado pela subtração de um terceiro piso, inestético e arruinado. Sob administração do exército, tem funcionado como messe de oficiais. Edifício do antigo Seminário No portão de ferro está o brasão que pertenceu ao bispo D. António da Trindade de Vasconcelos Pereira de Melo. Este brasão é um belo trabalho de fundição em chumbo executado pelo serralheiro lamecense, Manuel de Almeida, e possui o chapéu representativo da dignidade de bispo, como tantos outros existentes em Lamego.  Segundo Correia de Azevedo (1974), este brasão apresenta um único senão: no quartel representado pela cruz de Cristo, devia existir a cruz florenciada dos Pereira, de acordo com o seu próprio apelido, e no primeiro, as três estrelas que designam o apelido Trindade, são uma ingénua fantasia de quem cuidou de mandar elaborar as peças do brasão, pois o apelido Trindade não figura nos armoriais portugueses. No segundo quartel estão representadas as armar dos Vasconcelos e no quarto as dos Melos. Localização: Baixa de Lamego, em frente ao Palácio da Justiça.

Casa dos Serpas ou Casa de Santa Cruz

O palacete é uma peça setecentista, sendo os primeiros senhores da casa da família Leitão, de Fernão Vaz Ribeiro Leitão, que vivia em Lamego no final do século XVI. No século XVII é pertença de Simão Pereira Leitão Soares de Carvalho, cujos três últimos apelidos estão representados na pedra de armas.  A Casa dos Serpas manteve-se com denominação de Casa de Santa Cruz até 1844, quando a família Leitão se ligou à família de Serpa Pimentel pelo casamento.  Em 1860, há notícias de que quando o colégio do Padre Roseira saiu da Rua dos Fornos, foi para o solar da família de D. Vasco de Serpa em Santa Cruz, depois do colégio foi asilo de mendicidade. O Casão do RI 9 – a alfaiataria – também funcionou nos baixos deste prédio brasonado. Os belos azulejos e os tetos pintados há muito haviam desaparecido.  Modestas famílias ocupavam o edifício… entretanto as chamas devoraram a Casa de Santa Cruz (Laranjo, 1989).  O incêndio, ocorrido em 1979, destruiu totalmente o solar, dele restando apenas os componentes em granito. O edifício permaneceu assim em ruínas durante alguns anos até ser magnificamente recuperado pelo Ministério da Justiça, para albergar os serviços de Registos Civil e Predial, Notariado e Tribunal de Trabalho.  A sua fachada principal, voltada para nascente, ostenta um brasão estilo rocaille, restaurado pela feliz intervenção a que já nos referimos.  Casa dos Serpas ou Casa de Santa Cruz Este brasão, esquartelado, possui no primeiro, de azul, estrela de oito pontas de ouro, no interior de crescentes de prata (Carvalho); no segundo, de prata, três faixas de vermelho (Leitão); no terceiro, de vermelho, torre de prata crivada de três setas de ouro de cada lado; no quarto, de vermelho, torre de prata (Soares). (Baeta Neves cit. Borges 1993). Localização: Largo Dr. João de Almeida e não longe da Igreja de Sta. Cruz

 

Casa dos Vilhenas

Solar do século XVIII. Sobressai na fachada o brasão, de execução artística notável. Este solar pertenceu à família dos Pereira Coutinho de Penedono. Aqui já funcionou o Asilo de Infância Desvalida de Nª Senhora dos Remédios e a Escola Técnica. A Santa Casa de Misericórdia, proprietária do imóvel, aqui possui os serviços administrativos e o seu Museu. O seu brasão, esquartelado, exibe as insígnias heráldicas dos Pereiras, no primeiro quartel; as dos Coutinhos, no segundo; no terceiro quartel as dos Vilhenas e no quarto, as dos Menezes. Casa dos Vilhenas   Localização: Largo Dr. João de Almeida, não longe da Igreja de Santa Cruz

 

Casa das Mores

Palacete do Século XVII. Julga-se que a denominação “Mores” advém do facto de aqui terem residido alguns Capitães-Mores de Lamego.  Os últimos fidalgos que habitaram este solar foram os Osórios.  O edifício, embora deturpado ulteriormente, apresenta-se grandioso, de linhas simples mas corretas, com dois brasões expostos nos dois ângulos.  Ambos os brasões ostentam chapéus eclesiásticos. O do lado direito do edifício tem os sinais heráldicos dos Coelhos, enquanto que o do ângulo esquerdo, esquartelado, tem no primeiro e quarto quartéis os Botelhos (com menos uma banda), no segundo quartel os Monteiros e o terceiro, com três flores–de-lis, poderá representar os Guedes.  Em 1931 foi ali criado o Internato Académico de Lamego, a princípio misto e depois masculino. Posteriormente ali funcionou, por largos anos, a Casa de Saúde de Lamego, acabando por encerrar. Há poucos anos o solar foi adquirido por particular para ali instalar escritórios. Casa das Mores Localização: Rua Macário de Castro, e não longe da Sé

 

Casa do Espírito Santo

Este solar, de linhas singelas e sem grandes pormenores decorativos, foi construído na segunda metade do século XVII, pelo deão da Sé de Lamego, D. Luís da Cunha Guedes.  Sobressaem dois brasões nos dois cunhais da casa, cujas insígnias armoriais pertencem à família do fundador, ambos dotados de chapéu eclesiástico com borlas. O brasão do lado da Avenida Visconde Guedes Teixeira tem as insígnias dos Cunhas e Guedes e o do lado esquerdo do edifício possui as armas armoriais dos Botelhos e Magalhães.  Casa do Espírito Santo Neste edifício está instalado o Clube Lamecense desde 1912. O rés do chão foi por largos anos ocupado por alguns estabelecimentos comerciais mas desde 1974 que ali funciona uma agência bancária.  De pertença também da família da Casa do Espírito Santo, a que mais tarde se juntou a família Vasconcelos, pertenceu o outro edifício que confronta com a rua dos Loureiros e com a rua das Canastras, cuja pedra de armas constitui um belo trabalho e que tem os sinais heráldicos dos Guedes, Vasconcelos, Botelhos e Fonsecas. Este último edifício brasonado foi legado a uma instituição de beneficência pelo último herdeiro dos Vasconcelos, Dr. Vasco de Vasconcelos. Localização: Largo do Espírito Santo, junto à Capela e Fonte do mesmo nome.

 

Casa dos Pinheiros de Aragão

Construído no final do século XVII, o solar pertenceu à nobre família dos Pinheiro de Aragão.  Em 1885, João Pinheiro de Aragão alugou-o à Câmara de Lamego para instalação do Liceu, mas só em 1892 o edifício seria definitivamente comprado pela Câmara.  “A Câmara comprou, por 14 contos, à família Pinheiro Aragão, o solar da rua Marquês de Pombal, em frente à igreja da Graça” (Mesquita, 1943, p.76). Sinais dos novos tempos, a decadência da velha aristocracia era tal que tinha que vender os seus solares, outrora faustosos!  Casa dos Pinheiros de Aragão O Liceu aqui permaneceu até 1936. Quando foi transferido para o novo edifício, a edilidade voltou a tomar posse do solar.  Mais tarde, ali foi aquartelada a Polícia de Segurança Pública. O edifício alberga atualmente um Centro Dia para idosos (APITIL) e serviços técnicos (G.A.T).  A pedra de armas que adorna o portão principal exibe, no primeiro quartel, os sinais armoriais dos Aragões; no segundo, os dos Pinheiros; Salzedas no terceiro e no quarto, os sinais dos Pintos. Localização: Rua Marquês de Pombal em frente à Igreja da Graça

 

Casa do Visconde de Arneiros ou Casa dos Pinheiros

Este magnífico palacete é um dos mais antigos edifícios brasonados de Lamego.  Pertenceu este edifício ao primeiro Visconde de Arneirós, de seu nome António Pinheiro da Fonseca Osório Vieira e Silva, bacharel formado em direito, fidalgo cavaleiro por sucessão, vindo a ocupar vários cargos importantes (deputado da nação em várias legislaturas, provedor da Santa Casa de Misericórdia, vereador e Presidente da Câmara Municipal de Lamego e Presidente da Junta distrital).  Casa do Visconde de Arneiros ou Casa dos Pinheiros Por morte do último visconde de Arneiros, esta Casa passou para a posse da família Girão (Azevedo, 1974).  O edifício, segundo João Amaral (1961), primitivamente possuia uma correta e muito apreciável arquitetura, mas ficou bastante prejudicado com o acrescentamento de um segundo andar… Possui um brasão que constitui um excelente trabalho esculpido em granito, ostentando as insígnias armoriais dos Pinheiros e dos Fonsecas. O edifício foi adquirido por particular há poucos anos. Funcionou ali, por algum tempo, o Centro de Saúde de Lamego, mas hoje a casa é ocupada por escritórios de advogados. Localização: fundo da Rua da Pereira, não longe da Sé Catedral

 

Antigo Paço do Bispo (atual edifício do Museu de Lamego)

O edifício é um dos mais esplendorosos palácios brasonados de Lamego. Com uma frontaria ampla voltada para a escadaria e Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, esta edificação, antigo paço episcopal da cidade, foi objeto de ampla remodelação entre 1772 e 1786, empreendida pelo bispo D. Manuel de Vasconcelos Pereira. Na sua fachada principal, composta por três corpos divididos por pilastras lisas de granito, ressaltam belas janelas bem características de um estilo fantasioso da época, possuindo as dos corpos laterais dois extensos varandins de pedra. Antigo Paço do Bispo (atual edifício do Museu de Lamego) Contrastando harmoniosamente com a brancura do pano central, sobressaem quatro belas janelas engalanadas com touca e avental de granito, destituídas de varandim, abrindo-se na parte central o portal de entrada que sustenta, esplendidamente, o brasão do bispo, D. Manuel de Vasconcelos Pereira, ostentando as insígnias heráldicas dos Pereiras, de Rodrigo Forjaz com uma cruz de prata e dos Vasconcelos, com três faixas.  Com o advento da revolução republicana de 1910, o edifício foi expropriado para instalação de vários serviços públicos. Em 1917, aí se instalou o Museu de Lamego, graças ao trabalho notável desenvolvido pelo artista lamecense João Amaral, que aqui reuniu o seu espólio principal. Sofreu obras de restauro nas décadas de trinta e cinquenta. Em 1964, com a saída da Biblioteca Municipal e em 1968, com a saída da Guarda Nacional Republicana que ocupava o corpo sul, ficou o edifício totalmente ocupado pelo Museu.  O museu possui, atualmente, em exposição permanente: secções de pintura, tapeçaria, paramentaria, escultura, ourivesaria, cerâmica, azulejaria, arqueologia, capelas e altares, viaturas e mobiliário. Cronologicamente, abrange o período que vai desde a presença romana até aos nossos dias, com realce para o período da renascença, onde se destacam as tapeçarias flamengas e a pintura de Vasco Fernandes. (ver Tesouros Artísticos) Localização: Baixa de Lamego e não longe da Sé

 

Casa do Assento ou Solar dos Padilhas

O Palacete foi habitado, pelo menos por algum tempo, pela nobre família dos Padilhas, mas a sua construção deve-se a outras famílias, conforme demonstram as insígnias armoriais lavradas no brasão.  Casa do Assento ou Solar dos Padilhas À semelhança do que aconteceu com quase todos os palacetes de Lamego, também este edifício foi alvo de algumas modificações, embora a sua arquitetura tenha ainda algumas marcas renascentistas. A construção foi inspirada na traça existente na casa cabidoal da Sé de Lamego.  Possui este belo Palacete um dos mais apreciáveis tetos que se podem ver em casas solarengas.  O seu brasão é esquartelado e exibe os emblemas heráldicos dos Pintos, dos Coutinhos, dos Tavares e Vilhenas.  O Banco Nacional Ultramarino esteve aqui instalado durante várias décadas mas a partir dos anos oitenta a Região de Turismo Douro Sul ocupou o imóvel para instalação dos seus serviços. Localização: Largo da Regueira, nas traseiras da Rua da Olaria – (atual sede da Região de Turismo)

 

Casa dos Loureiros ou dos condes de Alpendurada

Na estreita Rua dos Loureiros deparamos com o esplêndido palacete dos viscondes e condes de Alpendurada – uma edificação dos finais do século XVIII.  A pedra de armas é muitíssimo bem trabalhada e sem erros heráldicos, enobrecendo o conjunto deste magnífico solar.  As insígnias representadas na pedra de armas pertencem ao 2º conde de Alpendurada, João Baptista de Carvalho Pereira de Magalhães. Tem este escudo o campo dividido verticalmente em duas palas (partido em pala) e apresenta na primeira pala a cruz florenciada dos Pereiras e na segunda as armas dos Rochas.  O solar tem permanecido na posse da família Girão que tem fortes ligações à região de Lamego.  O brasão coberto de crepes é sinal de luto na família – uma tradição que se tem mantido. Casa dos Loureiros ou dos condes de Alpendurada Localização: Rua dos Loureiros, não longe da Sé.  

 

Teatro Ribeiro Conceição

Teatro Ribeiro Conceição A primitiva construção remonta ao século XVII.  Aqui funcionou o Hospital da Misericórdia até 1892. Serviu depois como aquartelamento do exército até o edifício ser destruído por um incêndio em 1897. O edifício assim ficou, praticamente em escombros, durante 27 anos até que o comendador Ribeiro Conceição o comprou à Câmara para ali construir um belo Teatro que abriria as portas ao público na noite de 2 de fevereiro de 1929.  A fachada original manteve-se, ostentando ainda uma pedra de armas com o escudo da coroa real portuguesa.  Até ser definitivamente encerrado ao público, no final do ano de 1987, o Cine Teatro Ribeiro Conceição proporcionou a várias gerações de lamecenses espetáculos tão diversos, como cinema, teatro, ópera, concertos, bailado, saraus variados, circo, etc.  O imóvel foi depois adquirido pela Câmara e no final de 2005 iniciaram-se as obras de reabilitação e modernização cujo custo total rondou os 6,2 milhões de euros.  A recuperação do Teatro, que contou com mais de dois milhões de euros de apoio financeiro da administração central, no âmbito do Programa Operacional da Cultura, só foi possível depois de a autarquia ter adquirido uma parcela do edifício setecentista que ainda era propriedade privada.  As obras consistiram na preservação da fachada e na decoração do interior, inspiradas na arquitetura das grandes salas de teatro italianas e, simultaneamente, dotando o teatro com moderno equipamento audiovisual.  Após vinte anos de abandono, a magnífica sala de espetáculos foi finalmente inaugurada em 23 de fevereiro de 2008, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República.  Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público Localização: Na baixa da cidade, perto da Sé.

 

Colégio Imaculada Conceição

O solar é uma construção do século XVIII e foi mandado erigir pelo então cónego da Sé de Lamego, D. António Freire Gameiro Sousa, que mais tarde viria a ser nomeado bispo de Aveiro.  Colégio Imaculada Conceição O Colégio da Imaculada foi fundado na rua dos Fornos, em fevereiro de 1927. Inicialmente funcionou numa casa contígua ao antigo colégio de Santa Teresinha, ali existente. Em 1937, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição compraram o Colégio de Santa Teresinha a D. Antónia de Castro. O estabelecimento de ensino, destinado a meninas e sempre dirigido pelas Irmãs Franciscanas, foi mais tarde ampliado, chegando o internato a ultrapassar a 180 alunas, mantendo-se como um dos colégios mais prestigiados do país. Atualmente, é um colégio misto e muito recentemente conheceu uma nova etapa da sua história ao ser adquirido por um particular.  A pedra de armas que se encontra sobre o portão pertence ao edificador do edifício. Este brasão, com borlas e chapéu eclesiástico, possui as insígnias dos Freires de Andrade e dos Sousas.  Existe um portão em ferro forjado, não longe da porta principal, que possui um brasão em chumbo fundido. Está verticalmente dividido em duas palas, tendo na dextra as armas dos Almeidas e à sinistra as dos Pereiras. Localização: Rua dos Fornos

 

Casa dos Silveiras ou dos Viscondes de Guiães

Este solar é conhecido por antiga habitação dos Silveiras.  Embora o edifício já não tenha o antigo aspeto aristocrático que possuía, devido a sucessivas obras nele efetuadas, o solar ainda mantém alguns traços que fazem atrair a atenção daqueles que apreciam a arquitetura dos edifícios brasonados que marcaram os melhores tempos da velha aristocracia portuguesa.  No corpo mais extenso do edifício, voltado para a Sé, sobressai a sua bela pedra de armas, muitíssimo bem trabalhada.  O brasão esquartelado apresenta no primeiro quartel, os sinais heráldicos dos Teixeiras; no segundo, os sinais dos Borges; no terceiro quartel, os Coutinhos e as insígnias dos Carvalhos aparecem no quarto quartel.  Funcionou neste solar, durante vários anos, a já desaparecida Pensão Comércio. Posteriormente, o edifício foi adquirido e o seu interior foi profundamente remodelado para ali se instalar uma moderna residencial.  Os fundos são ocupados por comércio diverso. Casa dos Silveiras ou dos Viscondes de Guiães Localização: Frente à fachada da Sé Catedral

 

Fontanários

Chafariz dos Remédios (Fonte de Nasoni)

Chafariz dos Remédios (Fonte de Nasoni) O projeto deste fontanário é da autoria de Nicolau Nasoni. O chafariz foi construído em 1738, como consta na gravação visível na parte superior, sendo anterior ao atual Santuário.  O retábulo de cantaria é muito bem delineado e possui duas bicas que jorram água ininterruptamente, não havendo memória de alguma vez secarem. Ao alto possui uma cruz adornada lateralmente por duas flores-de-lis. Debaixo e ao centro sobressai um painel liso em forma oval onde, segundo alguns registos, existiam antigamente umas inscrições em letras douradas.  Esta fonte foi transferida para este local, do adro da antiga capela construída pelo bispo D. Manuel de Noronha e a água vem de duas minas situadas acima do parque. Classificação: IIP – Imóvel de Interesse Público  Localização: no adro do Santuário dos Remédios, do lado sul.

 

Fonte Monumental “O Lamego”

Fonte Monumental “O Lamego” Foi inicialmente erguida em 1830, no antigo Campo do Tablado (atual Jardim da República) mas devido às obras de alargamento deste jardim, foi apeada em 1923 e erguida no atual local em 1924. Porém, com os acrescentes laterais e arremates, só ficaria totalmente concluída em 1928.  O acesso às duas bicas faz-se por amplas escadas laterais, tendo a encimar este grandioso fontanário, uma estátua de um guerreiro armado de alabarda e cujo escudo ostenta as armas da cidade de Lamego. Localização: junto ao Jardim da República

 

Fonte do Espírito Santo

Fonte do Espírito Santo Fonte elaborada segundo um desenho do artista lamecense João Amaral.  Inicialmente estava situada no Largo de Camões, mas foi transferida para o atual lugar em 1928.  Situada num local privilegiado e bem visível, é uma das mais conhecidas de Lamego. Tem duas bicas que jorram água abundante e de boa nascente.  Ao centro foi esculpido um escudo com as armas de Lamego, debaixo do qual consta a data de 1906. Localização: Largo do Espírito Santo e ao lado da capela com o mesmo nome.

 

Fonte dos Gigantes

Situada no Pátio dos Reis, a Fonte dos Gigantes é parte integrante de um quadro de grande valor arquitetónico.  Ao centro deste majestoso pátio ergue-se um formoso obelisco (ver tesouros artísticos) com cerca de 15 metros de altura e que é sustentado por quatro formidáveis gigantes, pela boca dos quais saem fios de água que vai alimentar uma taça de grande volume.  Trata-se, de facto, de um quadro invulgar e de grande beleza, admirado pelos mais exigentes e que constitui, sem dúvida, uma das peças mais emblemáticas de toda a obra da escadaria e do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Fonte dos Gigantes Localização: Largo dos Reis (escadório dos Remédios).

 

Fonte da Sereia

A Fonte da Sereia foi mandada executar pela Mesa da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios em 1886. É uma obra do mestre Manuel Domingues Barreira, tendo sido concluída em 1889.  Edificada num dos patamares da escadaria do Santuário dos Remédios, mesmo em frente à capela de Nª Sr.ª de Lourdes, a fonte é uma construção quadrangular, bem trabalhada no granito e com elementos decorativos de singular beleza.  Dentro do nicho, a água escorre a partir de três conchas para uma taça em forma de leque, despenhando-se num grande reservatório circular.  Especialmente atraente é a escultura de um tritão montado num golfinho que repousa sobre a taça ao centro, daí surgir a designação popular de Fonte da Sereia.  Em 1955, a escultura do tritão foi transferida para o lago da gruta do fundo do parque e no seu lugar foi colocada uma imagem do Sagrado Coração de Jesus. Porém, em 1986, a Irmandade transferiu de novo o tritão para o primitivo lugar, colocando a Imagem de mármore do Sagrado Coração no recinto das peregrinações situado nas traseiras do Santuário. Fonte da Sereia Localização: escadório do Santuário dos Remédios.

 

Fonte Pura

Quem sobe a escadaria encontra no primeiro pátio, do lado esquerdo, esta fonte tão popular entre os lamecenses.  A fonte, construída em 1842, possui um retábulo granítico coroado por três pirâmides ao alto e é ladeada por dois assentos com espaldares. Em 1886, foi afixada ao centro do retábulo, em forma de livro, uma lápide onde está inscrita a seguinte quadra: “É fonte pura  A Mãe do Eterno,  Quem dela bebe  Não teme o inferno.”  A água deste fontanário, considerada a mais fresca que se pode beber em Lamego, vem de mina própria do parque. Fonte Pura Localização: escadaria dos Remédios.

 

Fonte do Pelicano

Esta fonte monumental é uma valiosa peça lavrada em granito que atrai a atenção pela riqueza dos elementos que a compõem, sobressaindo ao alto uma bela escultura representando um pelicano, com as asas abertas e abrindo com o bico o seu próprio peito para dali tirar o sustento para as crias famintas.  O conjunto é formado por um nicho em arco, de grandes proporções, onde a água escorre em cascata para duas graciosas taças, acabando por cair no reservatório que tem na base.  A obra é ladeada por duas bicas de água que vem das minas do parque. Fonte do Pelicano Localização: ao fundo da escadaria dos Remédios.

 

Fonte do Desterro

À semelhança de outros fontanários da cidade de Lamego, a Fonte do Desterro possui um retábulo granítico ao alto do qual sobressai um painel em forma oval onde se pode ler CM 1877, a lembrar a data em que teria sido erigida.  No princípio da década de 90 do século XX, aquando das obras para o alargamento da Rua de Trás do Desterro, o fontanário foi recuado para o lugar onde se encontra atualmente.  A água que ali corre é camarária, em substituição da que primitivamente abastecia o fontanário e vinha de nascente existente abaixo do lugar do Matadouro. Fonte do Desterro Localização: perto da Igreja do Desterro.

 

Fontanário do Largo do Chafariz (Bairro da Ponte)

Ao fundo da Rua da Calçada, já no bairro da Ponte, existe um largo onde se encontra este fontanário que os moradores locais muito estimam e que dizem ser a água que dali jorra muito boa “com virtude para preservar do achaque da pedra”. A água cai abundantemente por duas bicas para um grande tanque em pedra lavrada, sobressaindo no painel principal um escudo com as armas reais.    Localização: Largo do Chafariz, no Bairro da Ponte.  

 

Fonte da Carquejeira

Quem passa pela Rua Cardoso Avelino pode reparar num recanto que dá passagem para a íngreme e estreita Rua da Carqueijeira. Aí, ladeada pelo casario e por um muro, pode ver-se o fontanário da Carquejeira, como é conhecido pelos lamecenses.  O retábulo, em forma retangular, possui duas bicas mas à semelhança do que sucede com o fontanário do Desterro tem apenas uma bica a jorrar agora água camarária. Fonte da Carquejeira Localização: num recanto da Rua Cardoso Avelino e ao fundo da rua da Carquejeira.

 

Fonte do Almedina

A primitiva Fonte do Almedina estava erguida no antigo Largo do Almedina, mas devido a ter desabado parte do muro e a possível inquinação da água, levou a câmara a demoli-la em 1886.  Fonte do Almedina Foi então constituída uma comissão a fim de estudar o melhor local para se erguer outra fonte, de modo a servir a população daquela zona. O local escolhido foi na então Av. D. Maria Pia (atual Av. 5 de Outubro), aproximadamente no local onde bifurca a saída da Rua de Fafel. Esta acabou também por ser demolida por imperativos urbanísticos.  Posteriormente, foi levantado na Travessa 5 de Outubro o atual fontanário, ao qual deram também o nome de Fonte do Almedina.  Foi o mestre Fausto Cabral, natural de Avões, quem esculpiu a bica e a lápide. Fonte do Almedina Localização: no término da Travessa 5 de Outubro.

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